O que a programação do Doce Maravilha 2026 revela sobre a curadoria do festival?

Se existe um festival brasileiro em que a programação funciona como uma declaração de amor pela música nacional, esse festival é o Doce Maravilha.

Enquanto boa parte dos eventos parte da lógica de reunir os artistas mais disputados do momento, o Doce construiu sua identidade fazendo outra pergunta: que apresentações só poderiam acontecer aqui?

Essa talvez seja a principal característica de todas as edições do festival. Mais do que escolher grandes nomes da música brasileira, o Doce desenha um conjunto de shows que ganha força justamente pelas relações que cria entre artistas, repertórios e gerações. São encontros inéditos, discos revisitados, homenagens e espetáculos concebidos especialmente para esta edição.

O que esperar da edição de 2026 do Doce Maravilha?

ENCONTROS ICÔNICOS

Alguns dos momentos mais aguardados do festival nasceram da própria curadoria. Paulinho da Viola e Maria Bethânia dividem o palco em uma apresentação histórica, enquanto Caetano Veloso convida Emicida para um encontro que aproxima diferentes gerações da música brasileira. Já o Cortejo Afro recebe Luedji Luna e Margareth Menezes, reunindo três forças fundamentais da música baiana em um espetáculo pensado especialmente para o Doce.

O que a programação do Doce Maravilha 2026 revela sobre a curadoria do festival?
Luedji Luna. Foto: Divulgação.

SHOWS COMEMORATIVOS

A programação também transforma aniversários importantes da música brasileira em experiências ao vivo. Os Paralamas do Sucesso celebram os 40 anos de “Selvagem?”, disco que redefiniu os rumos do rock nacional nos anos 1980. Sandra Sá revisita o álbum lançado em 1986, enquanto a Academia da Berlinda comemora uma década de “Nada Sem Ela”. Já a Nova Orquestra leva ao palco uma releitura de “Bloco do Eu Sozinho”, clássico dos Los Hermanos e também se junta a banda Fresno para celebrar os 10 anos do disco “A Sinfonia de Tudo Que Há”.

UMA VERDADEIRA FESTA DA MÚSICA BRASILEIRA

Outro mérito da curadoria está na forma como ela aproxima universos que raramente dividem o mesmo festival. Samba, rap, rock, forró, soul, música afro-baiana, indie, MPB e música de concerto convivem sem hierarquia, criando um retrato amplo da produção brasileira.

Ao mesmo tempo, artistas históricos dividem espaço com nomes da nova geração, como Amanda Magalhães, Larinhx, Sô Lyma, Yasmin Lisboa, Bia Marques e Yasmin Vilhena. O resultado é uma programação que convida tanto à celebração quanto à descoberta, uma marca que acompanha o Doce Maravilha desde sua primeira edição.

Vamos ao Doce Maravilha em 2026?

A quarta edição do festival acontece nos dias 7, 8 e 9 de agosto, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. A programação principal acontece nos dias 8 e 9, enquanto a Noite Doce abre o festival na sexta-feira. Os ingressos estão à venda pela Ingresse.

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