
Prestes a completar 91 anos no dia 8 de dezembro, Alaíde Costa junta-se a Emicida no lançamento do dueto “Só Por Isso Eu Vim”, que acaba de chegar aos tocadores. Composto pelos dois, o single antecipa o álbum “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, que encerra a trilogia que Alaíde gravou com produção de Marcus Preto, Pupillo e Emicida.
Alaíde Costa guardava a primeira metade de “Só por Isso Eu Vim” havia décadas, mas a canção seguia inédita porque a compositora sentia falta de uma segunda parte. Ouvindo Alaíde cantar sua metade em diversas ocasiões informais, em festas, bares e restaurantes, Marcus Preto registrou com o celular uma versão “à capella” e enviou a gravação a Emicida, sugerindo que ele escrevesse uma resposta. Assim nasceu o dueto.
O resultado é uma construção em pergunta e resposta: Alaíde abre a canção confessando timidez e saudade; Emicida retoma a cena décadas depois, do outro lado da mesma espera. Embora um amor platônico esteja evidenciado nos primeiros versos, a letra evita fechar a relação entre os dois personagens num rótulo único. E é nesse espaço em aberto, entre amizade e amor, que o dueto entre uma decana da MPB e um dos nomes centrais da música brasileira contemporânea termina por preencher, em universo que esbarra em Johnny Alf e sua “Ilusão à Toa”.
Com lançamento marcado para 26 de novembro, o álbum “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, que conta com patrocínio do Natura Musical, tem seu repertório construído justamente nesse terreno do amor não correspondido, e todo o caos emocional que isso gera. É a estrada predileta de Alaíde Costa desde sua estreia em disco, no fim dos anos 1950, junto com a invenção da Bossa Nova.
Ouça “Só Por Isso Eu vim”, com Alaíde Costa e Emicida:
Publicado por: Redacao








