Mari Ruberti narra sua trajetória pessoal em estreia com “Quando Perdi o Medo de Ser Grande”

Mari Ruberti narra sua trajetória pessoal em estreia com “Quando Perdi o Medo de Ser Grande”
Crédito: Luan Batista

Entre as primeiras experiências musicais em Laranjal Paulista e a construção de sua carreira autoral na capital de São Paulo, Mari Ruberti percorreu um caminho marcado por descobertas artísticas e pessoais.

Tal processo ganhou forma em Quando Perdi o Medo de Ser Grande, primeiro álbum da cantora e compositora que reuniu 14 faixas autorais e traduziu em música as transformações vividas por ela até aqui.

Com influências que passam pela MPB, Soul, Samba, Disco e Baião, o trabalho de estúdio articula memórias, relações afetivas, questões familiares e a reconexão com a umbanda e com sua ancestralidade.

O título sintetiza a decisão de assumir a própria voz e ocupar integralmente o espaço no palco e no estúdio. As músicas registram diferentes momentos da trajetória de Mari, passando por encontros, perdas amorosas e situações familiares que exigiram elaboração, como ela contou:

Eu quis que esse disco fosse uma fotografia desse momento da minha vida. Tem a menina que saiu do interior, as relações que vivi, as coisas que precisei elaborar sobre a minha família e também o reencontro com a minha ancestralidade. Acho que, quando comecei a escrever essas músicas, também comecei a entender melhor quem eu queria ser como artista.”

Formação musical de Mari Ruberti foi construída em família

A relação de Mari com a música começou ainda na infância, no interior de São Paulo. Filha de mãe pianista e cantora lírica e de pai cantor e multi-instrumentista autodidata, ela cresceu em casa que definiu como uma verdadeira escola de música e artes.

O contato com a musicalização veio ainda quando era bebê e, ao longo dos anos, Mari experimentou diferentes instrumentos, como piano, bateria, violão, baixo, guitarra e violino, até encontrar no canto sua principal forma de expressão.

A formação também foi influenciada pela coleção de discos de vinil da família, que aproximou a cantora de universos musicais diversos. Enquanto a mãe apresentava a música clássica, Gal Costa e Djavan, o pai a introduzia ao Clube da Esquina, Milton Nascimento e ao Rock de bandas como Queen, Pink Floyd e Jethro Tull.

Da escrita pessoal à construção coletiva do álbum de Mari Ruberti

Embora todas as letras e composições sejam de Mari, Quando Perdi o Medo de Ser Grande foi construído a partir da colaboração com músicos de diferentes trajetórias.

Entre eles estão o baixista Serginho Carvalho, que já gravou com Rita Lee, Zeca Baleiro, Zélia Duncan e Luciana Mello; o pianista Paulo Braga, que trabalhou ao lado de Arrigo Barnabé e participou da formação do curso de MPB-Jazz do Conservatório de Tatuí; e o trompetista Cláudio Faria, que colaborou com Elis Regina, Lenine e Marcelo D2.

O time de colaboradores inclui ainda Jota Erre, Dominique Vieira e Guegué Medeiros nas baterias e percussões, Pablo Moura na sanfona, além de Ubaldo Versolato e Marcelo Freitas nos sopros, entre outros músicos. Cauê Dok, além de responder pela produção musical, participa dos arranjos de algumas faixas.

O repertório reúne “Sem Estruturas”, “Jazigo”, “Pétalas na Chuva”, “Dona Micol”, “Aluguel”, “Encaixou”, “Uma Artista” e “Gentileza”. Antes do lançamento do álbum, “Mastro e Vela” e “Alma Adentro” já haviam sido apresentadas como singles. “Peito Ventania”, por sua vez, chegou inicialmente ao público em uma versão de voz e piano.

Ao comentar a seleção de faixas autorais presentes no álbum, Mari Ruberti afirmou:

Durante muito tempo eu estive na música interpretando repertórios e ocupando outros lugares. Fazer um disco em que as letras, as melodias e as histórias são minhas exigiu uma exposição diferente. Acho que ‘perder o medo de ser grande’ também passa por parar de diminuir aquilo que eu queria dizer e entender que essas histórias poderiam existir na minha própria voz.”

Ouça Quando Perdi o Medo de Ser Grande logo abaixo!

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Publicado por: Gabriel von Borell

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