
Sean Ono Lennon, filho de Yoko Ono e John Lennon, revelou em entrevista antiga à Rolling Stone que, quando seu pai faleceu, a mãe foi “muito direta” ao lhe contar a notícia.
Na noite de 8 de dezembro de 1980, Lennon foi baleado e levado às pressas para o St. Luke’s-Roosevelt Hospital Center, onde foi declarado morto quase imediatamente. Yoko Ono presenciou toda a tragédia: ela estava ao lado no marido na entrada do edifício onde moravam, em Nova York, após uma sessão de gravação no estúdio, quando Mark David Chapman disparou tiros contra o músico.
Além disso, Ono precisou dar a triste notícia a Sean, que na época tinha apenas 5 anos. Sean relembrou o momento anos mais tarde, descrevendo que o choque da mãe com a tragédia ainda era palpável.
“Só fiquei sabendo alguns dias depois. Lembro-me muito bem, alguém dizendo que minha mãe queria falar comigo. Tive que ir até o quarto e minha mãe estava na cama”, contou. “Ela obviamente estava na cama havia dias. Lembro-me de ter dado uma olhada rápida na manchete de um jornal. Mal conseguia ler; não fazia ideia do que significava”.
Segundo Sean, Ono foi concisa e abrupta ao lhe contar sobre o ocorrido: “Ela disse: ‘Seu pai está morto.’ Ela disse isso sem rodeios, assim mesmo: ‘Ele foi assassinado’”, relembrou. “Lembro que, por algum motivo, eu queria muito agir com maturidade. Eu disse: ‘Não se preocupe, mãe, você ainda é jovem. Você vai encontrar alguém.’ O que foi algo intenso de se dizer, pensando bem. Mas foi o que eu disse”.
Em resposta, Sean afirma que a mãe lhe disse: “‘Que bom que você se sente assim’”. Depois, ele correu para o quarto. “Não queria que ela me visse chorar. Eu não queria admitir que era difícil”, confessou.
O que Ono e Sean já disseram sobre a morte de Lennon
Em 1998, Ono compartilhou com o programa Inside Edition que tinha a sensação de que o marido poderia ter morrido por ser “honesto demais”. “O fato de ele ter sido honesto demais pode ter ofendido algumas pessoas, pode ter encurtado sua vida, não sei”, refletiu.
Após cometer o assassinato, Chapman admitiu em audiências de liberdade condicional que era fã dos Beatles, mas considerava Lennon um hipócrita e sentia raiva de sua vida luxuosa, que contradizia canções como “Imagine” e “God“. Ele alegou ter sido tomado por um delírio de que precisava “punir” o artista.
Questionada se achava que as letras de Lennon poderiam ter encorajado Chapman a assassinar seu marido, Ono respondeu: “[John] foi muito franco, extremamente aberto com as pessoas. Acho que às vezes você tem que pagar um preço alto por isso. E ele fez isso, ele simplesmente apostou nisso, eu acho.”
Sean já falou abertamente sobre ser o “guardião” do legado de seu pai, dos Beatles e de sua mãe. “Mas, obviamente, o mundo também é o guardião do seu legado, eu diria”, disse à CBS. “Estou apenas fazendo o meu melhor para garantir que a geração mais jovem não se esqueça dos Beatles, de John e de Yoko. É assim que eu vejo.”
John e Yoko lançaram o álbum Double Fantasy em 1980, o último antes do trágico assassinato. O disco inclui a canção “Beautiful Boy (Darling Boy)”, escrita para Sean quando ele ainda era criança, na qual John reflete sobre a paternidade e imagina seu filho crescer. Escute:
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Publicado por: Redação





