

Justin Timberlake usou as redes sociais para responder com humor a um vídeo viral que ironizava seu hábito constante de fazer beatbox no início dos anos 2000, tanto no *NSYNC quanto na carreira solo.

A publicação foi feita pela criadora de conteúdo Hannah Young no Instagram. No vídeo, a influenciadora questiona o motivo de ninguém ter parado o artista na época em que ele trocava instrumentos de percussão por sons vocais em estúdios de gravação.
“Precisamos falar mais sobre o Justin Timberlake fazendo beatbox. Teve uma época em que ele simplesmente parava no meio da música para fazer ‘boots and cats’ [expressão usada para simular o som do beatbox]. Ninguém questionava. Ninguém dizia: ‘Justin, temos bateria, estamos num estúdio profissional’. E o pior: a gente gostava”, brincou a criadora.
A reação do cantor veio nos comentários da própria publicação, onde ele admitiu que também reflete sobre essa fase da carreira sem entender as escolhas artísticas do período:
“Eu também costumo olhar para trás e pensar nessa época. Ainda não encontrei respostas. Não sei como pedir desculpas o suficiente por seja lá quais eram aquelas ambições. Muito ‘boots’, muito ‘cats’. Espero que vocês possam me perdoar”, escreveu Timberlake.
O artista encerrou a interação com um aviso cômico: “Também não posso prometer que não farei de novo. Que Deus nos ajude.”
Como o beatbox deu origem a “Cry Me a River” e transformou a carreira solo do cantor
Apesar do tom descontraído, o recurso vocal teve papel decisivo na evolução musical de Justin Timberlake. No *NSYNC, a técnica ganhou destaque no single “Pop” (2001). No entanto, foi no processo criativo de sua carreira solo que o beatbox mostrou maior impacto.
Durante participação no programa Hot Ones, Timberlake relembrou como o produtor Timbaland usou um improviso vocal para criar a base rítmica de “Cry Me a River”, quando o cantor chegou ao estúdio sem motivação:
“O mais louco sobre ‘Cry Me a River’ é que o Timbaland fez o beatbox primeiro. Cheguei ao estúdio desanimado, ele percebeu meu humor e simplesmente começou a fazer os sons com a boca”, explicou Timberlake. “Quatro horas depois, a música estava escrita e gravada. Em seguida, começamos a pós-produção.”
Lançada em 2002 no álbum de estreia solo “Justified”, “Cry Me a River” tornou-se um dos maiores sucessos de sua trajetória e consolidou a sonoridade que moldaria seu trabalho seguinte, o aclamado “FutureSex/LoveSounds“.
O impacto de FutureSex/LoveSounds no topo das paradas da Billboard
A estética rítmica iniciada em Justified atingiu o ápice com o lançamento de FutureSex/LoveSounds. O álbum celebrou recentemente seu aniversário de 20 anos, momento em que Timberlake refletiu sobre a era descrevendo-a como “transformadora”.
O projeto consagrou a parceria entre Timberlake e Timbaland, emplacando três singles no 1º lugar da Billboard Hot 100:
- “SexyBack”
- “My Love” (com participação do rapper T.I.)
- “What Goes Around…Comes Around”






