Avenged Sevenfold: setlist e o que esperar de show do Rock in Rio

Zacky Vengeance e Synyster Gates durante show do Avenged Sevenfold em Curitiba em 2026 (Foto: Ellen Artie @ellenartie para Rolling Stone Brasil)

O Rock in Rio 2026 está quase aqui e uma das principais atrações é uma banda conhecida do público brasileiro. Avenged Sevenfold, headliner na última edição do festival, em 2024, retorna ao Brasil meses após fazer dois shows no país ao final de janeiro último, em São Paulo e Curitiba.

O grupo é a principal atração do Rock in Rio 2026 no dia 5 de setembro, liderando a programação do Palco Mundo no tradicional dia do metal na Cidade do Rock, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Outros artistas confirmados para o espaço são Bring Me The Horizon, mgk (Machine Gun Kelly) e Sepultura. Ingressos estão disponíveis via Ticketmaster.

Avenged Sevenfold em São Paulo (Foto: Gabriel Ramos @gabrieluizramos)
Avenged Sevenfold em São Paulo (Foto: Gabriel Ramos @gabrieluizramos)

O que esperar desses shows? A Rolling Stone Brasil preparou um guia com repertório, horários, recepção crítica de apresentações anteriores e mais. Confira!

Horário dos shows

Os portões da Cidade do Rock abrem às 14h todos os dias do Rock in Rio, com acesso permitido de fora até 00h. No dia 5 de setembro Sepultura abre o Palco Mundo às 16h40, seguido de mgk às 19h e Bring Me The Horizon às 21h20. Avenged Sevenfold começa o show à 0h05. O evento termina às 2h.

A classificação etária do evento é 16 (dezesseis) anos. A entrada de menores de 16 (dezesseis) anos será permitida desde que estejam acompanhados dos pais ou por pessoa maior de 18 (dezoito) anos que deverão portar o termo de responsabilidade do acompanhante que estará disponível no site de compras do Rock in Rio 2026, acompanhado de cópia do documento de identificação do pai, mãe ou representante legal.

O que esperar do show

O Avenged Sevenfold está num momento… curioso. A banda deu início em julho a uma nova turnê pela América do Norte na qual seus shows começam com um set de quatro músicas dedicado ao EP STATICA, lançado em julho. Entretanto, nenhum dos integrantes sobe ao palco para apresentar o material, que tem um viés mais experimental e eletrônico. As canções tocam pelo sistema de som enquanto projeções passam no telão.

Essa atração não deve acontecer no Rock in Rio em grande parte por conta de limitações de tempo. Durante os shows recentes do A7X, esse set dedicado ao EP ocorre logo no começo, um petisco antes mesmo da banda de abertura se apresentar. Logo, a expectativa é um show completo e convencional do grupo, tal qual aconteceu em janeiro no Nubank Parque, em São Paulo, e na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba.

Quanto ao show da banda em si, a produção de palco na turnê pela América do Norte é mais ambiciosa que a da passagem pelo Brasil. Ao contrário dos cinco integrantes – M. Shadows (vocais), Zacky Vengeance (guitarra), Synyster Gates (guitarra), Johnny Christ (baixo) e Brooks Wackerman (bateria) – juntos num palco aberto, agora há uma configuração diferente.

Shadows, Vengeance, Gates e Christ ficam soltos na frente do palco, enquanto Wackerman começa o show no que parece ser um cubículo em meio a armações de metal com telões. Em certos momentos da performance, seu kit de bateria é elevado a uma posição acima dos outros integrantes no fundo do palco, para depois voltar ao cubículo.

Devido ao tamanho da estrutura necessária para fazer isso e as limitações naturais de um festival de música, é pouco provável uma aparição desse layout no Rock in Rio.

Em matéria de performance, a banda continua esbanjando carisma. M. Shadows pode não ser o vocalista de antigamente, dadas suas lesões nas cordas vocais, mas sua conexão com o público continua forte. Em resenha publicada na Rolling Stone Brasil sobre o show de janeiro em São Paulo, Igor Miranda analisou o estado atual da voz do frontman:

“Shadows, aliás, é o ponto de dúvida em uma banda que, instrumentalmente, funciona muito bem. O texto se inicia abordando os problemas sofridos e os procedimentos aos quais foi submetido. A boa notícia é: ao menos neste momento, sua performance vocal soa suficiente. Há momentos em que a voz não chega, como em algumas inflexões de ‘Afterlife’, e por vezes ele joga para a galera ou depende do apoio de Synyster Gates; ainda assim, está melhor do que no Rock in Rio 2024.”

Alguns dos destaques do repertório na ocasião incluíram:

  • “Afterlife”, primeiro momento de real catarse coletiva;
  • “Hail to the King”, aceno mais visível do grupo ao chamado “metal tradicional”;
  • a emotiva balada “So Far Away”, habitualmente oferecida a The Rev;
  • “Bat Country”, composição que melhor compila os predicados responsáveis pelo estouro do A7X;
  • “Nightmare”, evolução da fórmula da composição anteriormente citada;
  • a semibalada country “Gunslinger”, que nunca saiu como single;
  • e a ligeiramente prog “Buried Alive”, que inicia lentinha para ficar pesada em seu terço final.

O que esperar do setlist

No quesito repertório, o setlist recente do Avenged Sevenfold é bem diferente daquele apresentado no Brasil em janeiro. Para começar, tem sido mais curto – apenas 12 músicas, comparado às 17 tocadas em São Paulo e Curitiba. Levando em conta as limitações de tempo do Rock in Rio, há de se esperar que a tendência continue.

Além disso, o foco do setlist parou de ser o álbum mais recente, Life Is But A Dream… (2023). Agora, este cede mais espaço a alguns dos discos mais populares da carreira do A7X: City of Evil (2005), Nightmare (2010) e Hail to the King (2013).

Entretanto, não para aí. A banda inseriu novas canções na ordem. O single “Magic”, parte da trilha sonora do jogo Call of Duty: Black Ops 7 (2025), tem figurado nos shows pela América do Norte, assim como “Shepherd of Fire”, de Hail to the King (2013), e a dupla “M.I.A.” e “Seize the Day”, de City of Evil. A segunda chegou a ser tocada aqui no Brasil em janeiro, mas de maneira improvisada.

A ordem do show também é diferente. Alguns sucessos mudaram de posição não só comparado à vinda em janeiro último, mas também à apresentação no Rock in Rio 40 Anos, em 2024.

Esse esforço reflete algo dito por M. Shadows em entrevista de 2025 à Rolling Stone Brasil. Contudo, na mesma fala, o vocalista diferencia um show normal do A7X de uma data em festival, então pode ser que fujam do padrão recente:

“Vejo muitos fãs online que querem músicas menos conhecidas e um repertório mais interessante. Fazer nossos próprios shows nos permite tocar músicas únicas, coisas que você não ouviria em festivais. Em shows solo, expandimos o repertório e agradamos as pessoas que são fãs de longa data.”

Uma fuga do padrão recente que poderia ocorrer é a inclusão de uma das músicas mais populares da banda. “So Far Away”, tributo ao falecido baterista Jimmy “The Rev” Sullivan lançado no álbum Nightmare, não aparece em setlists desde o começo do ano, na América do Sul. É um hit a ficar de olho.

Possível setlist do Avenged Sevenfold no Rock in Rio

Veja, a seguir, um possível setlist a ser executado pelo Avenged Sevenfold no Rio de Janeiro. Lembrando que podem haver variações além das já mencionadas.

1. “Nightmare”
2. “Magic”
3. “Afterlife”
4. “Shepherd of Fire”
5. “Buried Alive”
6. “Seize the Day”
7. “Hail to the King”
8. “So Far Away” (tributo a The Rev)
9. “Nobody”
10. “M.I.A.”
11. “Bat Country”
12. “Unholy Confessions”
13. “Cosmic”

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Publicado por: Pedro Hollanda (@phollanda21)

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