
Como principal mente criativa por trás do The Who, Pete Townshend ajudou a moldar a história do rock com composições conceituais, riffs marcantes e letras de forte apelo social. O guitarrista se tornou, desta forma, um dos grandes compositores do estilo na segunda metade da década de 1960 e ao longo dos anos 1970.
Durante participação especial no programa The Late Show with Stephen Colbert (via Classic Rock), o músico britânico refletiu sobre sua vasta discografia e revelou quais considera as melhores canções que escreveu.
Embora também tenha citado uma faixa de sua carreira solo (“Let My Love Open The Door”), foram quatro clássicos do The Who que ganharam destaque. Veja quais!
As 4 melhores músicas do The Who, segundo Pete Townshend
“Love, Reign o’er Me”
“Acho que o topo é ‘Love, Reign o’er Me’.”
Para Townshend, o ápice de sua carreira é o encerramento do álbum duplo Quadrophenia (1973). A faixa traz uma das interpretações vocais mais intensas do cantor Roger Daltrey, além de combinar arranjos orquestrais e sintetizadores.
“Behind Blue Eyes”
Balada lançada no aclamado álbum Who’s Next (1971). A canção se destaca pela transição marcante entre o dedilhado acústico melancólico e o hard rock explosivo no terço final. Foi regravada pelo Limp Bizkit já nos anos 2000.
“Baba O’Riley”
Outro pilar de Who’s Next, “Baba O’Riley” também foi citada. Ela costumar ser imediatamente reconhecida por seu sintetizador revolucionário usado na introdução. Ao mencionar a música, Pete Townshend destacou seu impacto duradouro nas novas gerações, lembrando que ela já ultrapassou a marca de 1,5 bilhão de reproduções no Spotify.
“Won’t Get Fooled Again”
Para o guitarrista, esta é a música mais relevante politicamente. Escrita em resposta à pressão de ativistas na virada dos anos 1970, a canção aborda a eterna desilusão com figuras de poder.
Townshend explica:
“Aquela que é mais pertinente ao mundo moderno: a ideia de que nossos líderes nunca são bons. E quando tentam nos dizer em quem votar, nem sempre nos sentimos muito bem com isso. Então, escrevi uma música chamada ‘Won’t Get Fooled Again’. E foi, como disse Bob Dylan: ‘Não siga líderes, siga parquímetros’. É meio que um comentário sobre o fato de que as pessoas que colocamos no poder sempre parecem acabar quebrando suas promessas. E isso não é direcionado a ninguém em particular hoje em dia, mas sim a todos que já ocuparam esses cargos.”
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Publicado por: Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)






